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A Nossa Freguesia

A Nossa Freguesia (6)

É um templo quinhentista, embora modificado por sucessivas obras e restauros, é um bem patrimonial dos mais preciosos de Vaqueiros, estando inclusive classificado como Valor Concelhio desde 1998. A frontaria e de empena curva, apresentado sobre a janela do coro um registo de azulejos azuis e amarelos representando Nossa Senhora do Rosário salvando um barco que se está a afundar. Sobre este registo, está outro da mesma época (século XVII) e tipo, formado por igual número de azulejos onde figura o orago, a pomba do Espírito Santo. A torre sineira é rematada por elegantes coruchéus. O interior é de uma só nave, com altar-mor e sacristia. A capela-mor é forrada de azulejos azuis e amarelos do tipo padrão, do século XVII. Guarda algumas sepulturas, entre as quais a de Cristóvão Leitão, cavaleiro e fidalgo da Casa Real, falecido em 1620 e a do Padre António das Neves, falecido em 1662. Na sacristia, encontra-se uma imagem em pedra da Santíssima Trindade do século XVI1,2.

No adro da igreja existe um cruzeiro com a data de 1662, a data do falecimento do Padre António das Neves.

1 – NORAS, J. M. C., A Heráldica do Município de Santarém, Câmara Municipal de Santarém, 2001

2 – Héstia Editores, Santarém – Capital do Gótico..., 2004

 



Atualmente só a EB1/JI de Casével está em funcionamento e conta com cerca de 40 crianças.



Este edifício foi vendido em início dos anos 90 e foi reconvertido para a antiga sede da Junta de Freguesia de Vaqueiros.

Igreja Matriz de Santa Maria de Casével


Sabe-se que esta Igreja é muito antiga, não existindo porém uma data fidedigna da sua criação, mas aparecem referências de que em 1320 foram taxadas as igrejas de todo o reino, "a de Casével com 250 libras, enquanto a do Pinheiro (Pinheiro Grande, Chamusca) com apenas 60 (...), a de S. Vicente foi taxada com 85 e a de Pernes com 220". Não há, pois, dúvida de que a igreja de Casével teve lugar destacado na região."1

Constituía no séc. XV um "santuário ribatejano de grande devoção religiosa, com uma confraria de Nossa Senhora, em que se achavam pessoas inscritas de ambos os sexos". Em 1443, D. Henrique recebeu a bula etsi suscepti, que confiava o espiritual das terras recém-descobertas à Ordem de Cristo, e toma a Igreja de Santa Maria de Casével como modelo de privilégios para as igrejas a adquirir para a Ordem de Cristo.2

No entanto, muito provavelmente não deveria ser esta igreja, até porque esta apresenta um estilo do período quinhentista. Foi modificada por sucessivas obras e restauros, sendo que a última ocorreu no ano de 2000, onde foi identificado um conjunto de cabeceiras de sepultura e esculturas medievais. No ano de 2006 fez-se a requalificação do adro da Igreja, com acompanhamento arqueológico, onde foi encontrada uma necrópole do período medieval com 120 indivíduos depositados em sepulturas escavadas na rocha. Foi ainda encontrado um conjunto de estelas rectangulares e discóides medievais; fragmentos de duas imagens em calcário polícromo, moedas de Afonso V, elementos de adorno em cobre, azulejo azul e amarelo (séc. XVII), material osteológico.3





É difícil estabelecer uma data segura da utilização das estelas funerárias medievais em Casével, no entanto, crê-se que as mesmas tenham sido utilizadas desde o século XII até aos séculos XV ou XVI, pela forma como as estelas se parecem enquadrar dentro da tipologia das estelas funerárias medievais. As estelas funerárias são feitas de pedra calcária, e serviam para assinalar o local onde estava enterrado alguém de destaque.3,4

A fachada da igreja é simples, decorada com uma torre sineira. O interior possui uma nave central, com altar-mor e duas capelas colaterais, existindo numa delas a pia batismal. Esta é do período quinhentista, apresentando decorações em estilo renascença, na taça, base e nó. Numa das faces do cálice estão gravadas as armas dos Coutinhos. No interior da igreja encontra-se uma pintura a óleo sobre a tábua, do século XVI, representando "O Calvário". Pensa-se ter sido pintada por Manuel Lampreia da Mata, pintor escalabitano, entre 1604 e 1636.5





No adro da igreja, situa-se um cruzeiro muito antigo com 4 datas: 1140, 1640, 1657e 1940. Desconhece-se as origens destas datas.





 

1 – MARTINS, J. M., Casével através dos tempos. Odivelas, 2005.
2- Monumenta Henricina, Volume IV (1431-1434)
(https://books.google.pt/books?id=Nm57OK2359kC&pg=PA362&lpg=PA362&dq=Monumenta+Henricina,+Volume+IV+%281431-1434%29+cas%C3%A9vel&source=bl&ots=vTjCWq1CDo&sig=5Nn8pcwA9Gs5NT55WhvKNSzjnf0&hl=pt-PT&sa=X&ei=GAGwVKO7IoGAU9jKgqAO&ved=0CB8Q6AEwAA#v=onepage&q=Monumenta%20Henricina%2C%20Volume%20IV%20(1431-1434)%20cas%C3%A9vel&f=false)

3 - http://arqueologia.igespar.pt/?sid=trabalhos.resultados&subsid=2683877&vs=2123284
4- SILVA, R. As estelas funerárias medievais com representação de ofício de agricultor da Comenda, Casével – Santarém. Matria Digital. Revista nº 2
http://matriadigital.cm-santarem.pt/images/numero2/ricardosilva.pdf

5 – NORAS, J. M. C., A Heráldica do Município de Santarém, Câmara Municipal de Santarém, 2001

 

O edifício da antiga sede da Junta de Freguesia de Casével foi a casa do comendador da Ordem de Cristo. Foi construída no século XVI pelo comendador de Casével, D. Gastão Coutinho1. Nos finais dos anos 90 do século XX foi adaptado para o edifício da Junta de Freguesia de Casével.

 

1 – Héstia Editores, Santarém – Capital do Gótico..., 2004

(Imagem retirada do livro MARTINS, J. M., Casével através dos tempos. Odivelas, 2005.)

União de Freguesias de Casével e Vaqueiros
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